Escrita ativa...

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Animando uns aos outros



No texto do capítulo 18 de 1Reis vemos o profeta Elias num dos momentos mais marcantes de seu ministério: estava diante de uma seca que durava mais de três anos, e tudo o que tinha nas mãos era uma promessa de que finalmente haveria chuva. O diferencial na história de vida de Elias é que o autor da promessa foi o próprio Deus, dessa forma o êxito seria evidente. Elias se agarra a essa promessa e diz ao rei Acabe: "...ouço o ruído de abundante chuva..." Quando Elias faz esta afirmação ao rei Acabe ainda não havia sequer uma nuvem nos céus, então como poderia ele ter ouvido o ruído da chuva? Entendemos que Elias pela fé, discerniu os acontecimentos espiritualmente: "é chegado o dia do cumprimento da promessa e creio que ela vai se cumprir; posso até saboreá-la, ou nesse caso ouvir o seu som". Mas Elias não estava sozinho, seu servo o acompanhava, e este precisava crer na mesma medida que Elias cria. Por isso o profeta ordena ao moço para olhar os céus em busca do sinal de nuvens que anunciassem a chuva. E a cada vez em que o moço subia para olhar para as bandas do mar na sua incredulidade, voltava com más noticias para o profeta que estava no alto do monte Carmelo, com os joelhos em terra, a cabeça entre os joelhos, prostrado em oração perante Deus, clamando pelo cumprimento da promessa. Elias não cedia diante das más notícias, antes incentivava o jovem: volte até lá mais uma vez! Esse jovem talvez tenha pensado em deixar Elias em sua "loucura", talvez até tenha tentado persuadir o profeta a desistir afinal não havia nenhum sinal de nuvens nos céus, mas a cada vez que chegava com a má notícia, Elias não se deixava abater dizendo: Volte lá mais uma vez... Essa caminhada, que o jovem fazia enquanto ia da presença do profeta até o local do monte onde podia contemplar melhor a imensidão dos céus, certamente foi muito angustiante, cheia de ansiedade, talvez a caminhada mais difícil de sua vida... Mas impulsionado pelas palavras do profeta não deixou de caminhar, nem vencer-se pelo desânimo, por isso foi a ele que Deus deu a graça de ver o início do grande milagre: a chuva chegando! Muitas vezes estamos em nossa caminhada de vida como esse moço, desanimados e prontos para desistir de tudo porque não vemos os "sinais" do cumprimento da promessa. Mas nessas palavras assim como encontramos consolo para nossa alma, que você também encontre para a sua. Que esse texto seja animador para você assim como foram as palavras do profeta para aquele jovem, e que desta forma nós possamos ter a graça de persistindo  ver a grande manifestação da glória de Deus sobre nossas vidas. Não olhe para o chão, contemple a presença do Pai e demonstre sua fé afirmando: já posso ouvir o ruído de abundante chuva, isto é, já posso sentir a graça miraculosa de Deus alcançando minha casa, minha vida, meu emprego, minha saúde e assim sigamos em frente animando uns aos outros pelo caminho.
Em Cristo,
Revda. Núria e Rev. Gilson Sales

A saga da dona aranha



Numa noite dessas cantando pra Juju dormir, buscando no fundo da memórias cantigas que pudessem acalentar o sono da minha pequena lembrei da música da dona aranha, sim aquela que todos aprendem no jardim de infância:
"A dona aranha subiu pela parede
veio a chuva forte e a derrubou
já passou a chuva e o sol já vai surgir
e a dona aranha continua a subir
ela é teimosa e desobediente
sobe sobe sobe 
nunca está contente..."
Pensei tanto na letra dessa cantiga e vi que essa pequena história de aranha não está muito longe da realidade humana, creio que seja mesmo uma metáfora para aprendermos a não ser como a dona aranha.
Pense comigo: a aranha decidiu que subiria na parede, este era seu alvo, mas muitos contratempos vieram, como a chuva, o sol quente e a aranha que era teimosa e desobediente não deu muita atenção aos "sinais" de que essa não era um empreitada boa pra ela. Antes, passou toda sua vida de aranha teimando, desobedecendo e por esse motivo vivia sendo derrubada sem chances de chegar ao seu objetivo. E o pior de tudo: nunca estava contente porque buscava o alvo errado.
Agora fala sério, quantas vezes nós agimos assim, enfiamos uma coisa na cabeça e pode desabar o mundo que nada tira essa ideia da nossa cabeça. Por vezes somos avisados de que essa não é a melhor escolha, opção, que dessa forma não vai dar certo, mas persistimos; sendo derrubados a todo momento. Vivendo na busca infeliz de um alvo irrealizável.
Mas somos seres pensantes, totalmente diferentes da aranha e por isso podemos optar por dar um rumo diferente a nossa vida, novos sonhos, novos alvos, abandonar empreitadas que de tão antigas já estão nos desgastando, podemos nesse dia permitir que o novo seja bem vindo em nossa vida: novos caminhos, novos horizontes, novas possibilidades, novas perspectivas de um futuro melhor pra você e pra mim. Que assim seja!
Núria Sales