Escrita ativa...

Acompanhe-me neste espaço de reflexões cotidianas e teológicas.




quinta-feira, 26 de maio de 2011

Olhares sobre a vida....


Às vezes ficamos cansados, não digo tanto do corpo, porque este descansa com uma boa noite de sono e uma dose de dorflex rs. Também não falo do cansaço mental, pois aprendi como descansar a mente: vendo bons filmes, fotografando árvores e lendo estórias e contos que alegram a alma. O cansaço que me refiro é o cansaço do olhar. Dias atrás, estive com o olhar muito cansado, porque ele estava sempre vendo os mesmos ambientes, ou páginas infindas de leitura para elaboração de estudos e sermões... Isso não aconteceu de repente, foi aos poucos e eu nem percebi...mas certo dia, notei que indo à padaria, ou fazendo o trajeto até a igreja, nos lugares por onde caminhava, meus olhos estavam sempre a procura de algo com que se deleitarem. Em reuniões, ou no restaurante, ou mesmo tratando de outros assuntos, quando dava por mim, estava meu olhar pousado sobre a canetas, mesa, talheres, paredes brancas ou páginas de agenda e entendi que nada disso o agradava... final de semana passado, participamos do Ministerial da Familia em Águas de São Pedro e pensei: muito bom, vou levar meus olhos para passear. E foi um deslumbre...paisagens lindas, represas com águas que pareciam infinitas, uma enorme quantidade de ipês rosa em sua alta floração...estradas ladeadas de eucaliptos, flores em todos os tons de roxo que se possa imaginar, bosques, cavalos...pinheiros, moinho antigo... e uma criança que sendo chamada insistentemente pela mãe na hora de ir embora dizia correndo atrás de uma borboleta amarela: "Espera, tenho que pegar esta aqui..." Foi um bom descanso, foi tanto deslumbre que ficaram ardendo, como aconteceu com o coração de Wesley...depois disso entendi o recado: "Núria, ainda tem muita coisa bonita pra vermos juntos nessa vida". Que assim seja!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre sementes, poços e oportunidades...


Gênesis 26.1-33

NÃO DESÇA AO EGITO!

Isaque obedeceu à voz do Senhor e ficou em Gerar, resistindo a tentação de descer ao Egito terra de fartura e abundância. Deus tinha dito a Isaque que o faria prosperar naquele lugar, mas era uma região árida, semidesértica e habitada pelos filisteus um povo duro e cruel. Conhecendo a realidade daquele povo, Isaque sentiu MEDO de ser morto por causa da beleza de Rebeca. E por isso mentiu, dizendo que ela era sua irmã. Porque Isaque fez isso? Só por causa do medo? Também, mas principalmente porque ele trazia em sua memória que numa determinada situação Abraão, seu pai, tomou a mesma atitude, dizendo que Sara não era sua esposa mas, sua irmã. Aqui vemos quanto o exemplo dentro de casa fala alto em nossa prática diária de vida. Aquilo que falamos aos nosso filhos ou aquilo que ouvimos de nossos pais fica gravado em nossa memória, mas aquilo que vemos, fala mais alto. Isto porque nossa memória visual tem mais influência sobre nós. Desta forma é necessário prestarmos mais atenção naquilo que temos feito dentro de casa, pois são exemplos que estamos deixando “impressos” para nossos filhos.

Isaque tinha medo daquele povo, daquelas pessoas e por isso acabou colocando os pés pelas mãos. Essa questão do medo precisava ser resolvida para que as bênçãos de Deus viessem sobre a vida de Isaque. O medo nos impede de experimentar o agir de Deus em nossas vidas!

Mas Deus resolveu isso. O rei Abimeleque viu que Isaque tratava Rebeca com carinho e descobriu que era sua esposa. O rei entendeu que isso se não fosse resolvido poderia atrair maldição sobre a vida e o reino dele então mandou Isaque embora dali, sob a orientação de que ninguém levantasse a mão contra Isaque ou Rebeca, caso contrário seria sentenciado a morte.

Diante disso, Isaque poderia pensar: VOU PARA O EGITO. O Egito aqui simboliza tudo aquilo que desagrada a vontade de Deus e impede o cumprimento de sua promessa sobre nossas vidas, representa seguir nossa própria vontade, o desejo de nosso coração. Mas quando o medo foi lançado fora, Isaque estava pronto. E o texto segue dizendo que Isaque começou a semear, imagine aquele que outrora fora um medroso, agora indo a luta para plantar. Ele disse não ao Egito e sim a vontade de Deus. E Deus o fez prosperar naquela terra, fazendo de Isaque um homem riquíssimo, porque foi obediente e se dispôs a semear, seguir em frente, sob a orientação de Deus.

Tão logo Isaque se tornou poderoso os inimigos vieram contra ele. Atacaram Isaque da pior maneira que poderia existir: ENTULHARAM OS POÇOS. Sendo a água necessidade primordial à vida de um modo geral, o que restava a Isaque fazer? O que Deus queria com tudo isso? Porque Ele não impediu os inimigos de agirem contra Isaque? O pensamento dele nesse momento poderia ser VOU PARA O EGITO. Mas ele ficou ali e cada vez que os inimigos entulhavam os poços cavados pelos servos de Abraão pai de Isaque, ele ia lá e reabria novamente. Mas isso só causava contenda, brigas, porfias e motivos de uma possível guerra entre os povos.

E somente quando Isaque decide ir para um pouco mais longe e cavar seu próprio poço, o Senhor prospera Isaque novamente e ele passa a ter PAZ. Isaque precisava de uma experiência com Deus, não podia mais viver na dependência daquilo que Deus havia feito sobre a vida de Abraão. Cavar seu próprio poço, significa ir a fundo para ter uma experiência com Deus, pois Ele é a Fonte de Águas Vivas.

Por isso, não fique parado, se lamentando, chorando, gastando energia em vão, vá a luta, cave seu próprio poço. Experimente mais de Deus. Sabe o que mais precisamos? Experiência com Deus, experiência com Deus!

E Deus confirma a permanência de Isaque naquela terra, Deus mostra que estava de acordo com a vida que Isaque estava levando agora e sinaliza isso com paz e provisão de águas abundantes. Vs.32

Como fruto de toda essa trajetória, Isaque influenciou sua descendência. Tanto Esaú quanto Jacó (cada um a sua maneira, mesmo que tropeçando algumas vezes), aprenderam a importância em se levantar e ir a luta para alcançar o que se quer. Ambos tiveram experiência com Deus e prosperara abundantemente.

Sendo assim, que cada um de nós escolha obedecer não ao nosso próprio desejo, mas sempre buscar a orientação de Deus. Irmão: NÃO VÁ PARA O EGITO. que o Senhor seja o foco central em sua vida, ainda que venham as adversidades a mão do Senhor é sempre contigo para livrar e para salvar. Faça como Isaque, lance fora o medo, levante-se e comece a semear em sua vida, sua família, seu trabalho... sementes de alegria, de esperança, de paz...Deus tem todo um suprimento de sementes pra você, mas semear é sua tarefa. Ainda que pessoas se levantem contra ti, não desista, persista, persevere...se necessário for cave novos poços, novas oportunidades... vá a fundo em sua dependência de Deus, creia, busque e se prepare para experimentar da fonte de águas provida pelo próprio Deus, águas que não cessam, mas que jorram para a vida eterna.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jesus: segurança que produz santidade!


Todos conhecemos bem a história de Zaqueu, relatada em Lucas 19.1-10. Dessa forma fica mais fácil a compreensão do grande milagre que aconteceu na vida dele. O encontro com Jesus proporcionou uma mudança radical na vida e nas atitudes de Zaqueu, o que evidencia uma real e genuína conversão. Analisando o texto vemos que a mudança ocorrida em Zaqueu se dá no momento em que ele decide ir ao encontro de Jesus. Como o desejo em seu coração era ardente em ver Jesus, não mediu esforços para isso; de igual maneira, como queria muito ter contato e aprender de Jesus, desceu depressa da árvore, assim que ouviu a ordem de Jesus: "Desce depressa". Zaqueu não somente abriu as portas de sua casa, mas abriu seu coração pra Jesus e demonstrou que aqueles momentos de conversa geraram nele uma segurança tão grande em Jesus, que o impulsionou a mudar de atitude: "devolvo aos pobres..." Depois de estar na presença de Jesus, Zaqueu toma consciência de seus erros e decide mudar, e muda! Muda a postura, o pensamento e as atitudes. Zaqueu demonstrou estar com o coração preparado para acolher Jesus. A presença santa de Jesus moveu Zaqueu a buscar santidade, separando-se do erro, da velha criatura... Zaqueu fez de Jesus seu modelo de vida. Essa mensagem chega até nós hoje para que possamos refletir o quê a presença de Jesus tem gerado em nós? Mudamos a partir dela? Nos convertemos de forma genuína? Estamos dispostos a obedecer as ordens do Mestre? Estamos preparados para mudar de atitudes e corrigir nossos erros? Queremos uma vida de santidade? Se nossa resposta a essas questões são sim, como temos demonstrado isso? Precisamos queridos, ter disposição a cada dia em "ver" o Senhor; estar atentos em todo momento ao chamado de Jesus e estar sempre de coração aberto para viver a santidade que o Senhor espera de cada um de nós. Lembrando do texto em Hebreus 12.14 "Sem santidade, ninguém verá o Senhor". Que possamos ter em nossas vidas a marca de santidade "USO EXCLUSIVO DO SENHOR" e assim glorificarmos a Deus em cada momento de nossa existência.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Brotos de amargura....


No relato da história do profeta Eliseu encontramos um fato muito marcante em II Reis 2.19-22; ele acabara de ser consagrado sucessor do profeta Elias, quando é procurado por alguns moradores da cidade de Jericó. Chamando por Eliseu, o convidam para ir até sua cidade, mas o desejo deles não era proporcionar ao profeta um passeio turistico. Havia algo acontecendo que trazia muita inquietação aos moradores de Jericó, e eles precisavam compartilhar isso com o profeta. Isso porque sabiam que o mesmo Espírito que estivera atuando em Elias, agia agora sobre a vida de Eliseu. Entenderam que a situação que vivenciavam na cidade precisava de uma intervenção divina, por isso procuraram o homem de Deus. As pessoas não esconderam a situação, e disseram exatamente/claramente o que se passava ali: A cidade era boa, tinha uma excelente localização, mas as águas eram amargas, isso tornava a terra estéril, não havia como plantar e cultivar nada ali, e isso afetava muito a vida da população local, trazendo muito sofrimento. diante dos fatos, Eliseu, usado pelo Senhor, decide tomar uma providência. Pede um prato novo com sal, vai até a nascente das águas, profetizando que pela palavra do próprio Deus, as águas se tornavam saudáveis a partir daquele momento. Aquelas águas sinalizariam vida e não morte. Gosto dessa narrativa e penso que o que aconteceu com Jericó, ainda pode estar acontecendo em nossa vida. Igualmente aquela cidade somos pessoas que tem tudo para sermos felizes, mas muitas vezes vivemos aflitos, preocupados, com o coração amargurado. Temos amigos a nossa volta, mas nos sentimos sozinhos; mesmo sendo inteligentes, saudáveis, amados de Deus, padecemos de amargura de coração: tem sempre algo que não está bom. Talvez porque no dia-a-dia, discussões, conflitos e ressentimentos sendo coisas com as quais não sabemos lidar, vão se acumulando dentro de nós, trazendo amargura. A palavra de Deus ensina que devemos tirar do nosso meio toda amargura (Efésios 4.31). O projeto de Deus pra nós não é uma vida amargurada, porque amargura de coração e de alma, nos torna estéreis, infelizes, improdutivos. Perdemos a alegria de viver, de trabalhar, de sonhar e até mesmo de louvar ao Senhor, tudo fica muito mecânico, automático, sem entrega... Que este texto nos inspire e motive a recorrermos ao Senhor, buscarmos a ele como os homens buscaram auxílio de Eliseu naquela situação. Deus deseja ir a fonte de sua dificuldade, quer você sadio, vivendo plenamente a vida abundante que Ele preparou pra você... Não se esconda de Deus, diga a Ele o que se passa, qual o motivo de tanta indignação e amargura... Confie no Pai... Deixe que ele devolva a vida de volta a você... pra isso, basta que deseje um momento a sós com o Senhor e permitir-se ser transformado, "e não deixar que nenhuma raiz de amargura, brotando, te contamine. (Hebreus 12.15)."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Palavras agradáveis a Deus....


No salmo 19.14 encontramos expresso o desejo do coração do salmista: "As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença. Senhor meu, Rocha minha e Redentor meu." Refletindo sobre isso, imaginei como seria nossa vida se realmente pensássemos e falássemos o que realmente agrada a Deus. Falar e pensar só o que agrada a Deus. Nenhuma palavra de ira, nem de maledicência, nada de pensamentos difamatórios sobre o próximo... Como seria essa vida? Sinceramente eu não sei, ainda. Mas pretendo descobrir, mas para mergulhar nesse novo universo de vida precisamos aceitar o desafio de "Pensar antes de Falar"... não apenas nos momentos em que estamos bem, felizes, tranquilos, mas também, e principalmente, quando somos confrontados, questionados, contrariados... Pensar antes de falar está muito relacionada com a questão do domínio próprio. Dominar nossos impulsos, dominar nossa lingua e não nos deixar dominar pelos nossos pensamentos. Cada palavra que sair dos nossos lábios precisa demonstrar a confiança, fé e amor no Deus que servimos. Muitas vezes, investimos energia de forma errada, ficamos pensando e falando palavras de murmuração, reclamação e maldição contra nós mesmos e contra quem está a nossa volta. Ao invés disso, devemos investir tempo e energia para abençoar...nossa vida, nosso emprego, as pessoas com quem nos relacionamos. Revista-se das palavras do Senhor para repreender maus pensamentos e sentimentos. Usar mais nossos lábios para glorificar é um bom primeiro passo, e foi o que ele fez, ao fazer o pedido a Deus de que houvesse mudança em sua vida, em seguida o salmista passa a reconhecer a grandeza, firmeza e salvação que o Senhor lhe concedia. Se temos um Deus que nos guia e orienta (Deus Meu); um Deus que nos firma e sustenta (Rocha Minha) e finalmente um Deus que nos salva (Redentor Meu)... é mais que certo que se houver empenho de nossa parte conseguiremos alcançar o objetivo inicial de que as palavras dos nossos lábios e o meditar de nosso coração sejam agradáveis a Deus. Porque n'Ele encontramos motivos de louvor, alegria, esperança, perdão... e essas são condições que preenchem nosso pensamento e o nosso falar, se quisermos. Depende de mim e de você, e aí?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Há esperança para a árvore cortada...

A natureza é algo extraordinário e só podia mesmo ser criação de Deus! Veja esta árvore, fica na praça central de Penápolis. Está toda cortada, tiraram todos os seus galhos, todas as suas folhas... Ela não produz mais nem sombra... sempre olho pra ela e penso numa amputação, precisava tudo isso? Precisava cortar tanto?
Mas no sábado, voltando pra casa observei a resistência da árvore, veja com atenção: surgem alguns brotos verdinhos... Desistiram dela, mas ela não desistiu de lutar pela vida... lindo isso, a força que vem de dentro, vem das raízes. Ah queridos como isso me lembra os ensinamentos de Jesus, dizendo à multidão: "Olhai..." Isso mesmo, olhe em volta e perceba os sinais da graça de Deus e Ele mesmo falando conosco a cada momento... Seja como esta árvore, ainda que as situações pareçam adversas, escolha lutar, escolha vencer... Você pode encontrar forças em suas raízes, e creio que está enraizado na rocha que é Cristo!
"Porque há esperança para a árvore, que se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, ao cheiro das águas, brotará e dará ramos como a planta nova." Jó 14.7-9

terça-feira, 3 de maio de 2011

sobre corações de pedra...


Li um texto de Rubem Alves em que ele parafraseava a Parábolas dos Talentos proferida por Jesus. Nesta, ele nos conta que “um fazendeiro muito rico, possuidor de várias propriedades chamou três jardineiros dizendo: Vou fazer uma longa viagem, e vocês podem dispor de minhas terras e plantarem três jardins de acordo com seu coração. Ditas essas palavras ele partiu. Ao regressar, chama seus jardineiros para prestação de contas e fica maravilhado com o primeiro que fez um jardim no estilo Japonês com muito capricho. O segundo jardineiro também alegrou muito o coração daquele homem, pois plantara um jardim no estilo Inglês exuberante de cores. Quando chegou a hora do terceiro jardineiro prestar contas o senhor não viu um jardim, mas sim um pátio cimentado onde não havia planta alguma. Vendo a decepção no rosto do senhor, logo passou a explicar: Senhor, preciso confessar-lhe, meu coração diz que as plantas não são confiáveis, pois estão sempre crescendo, se transformando, morrendo, deixando cair folhas... Por isso meu coração pediu que eu cimentasse a terra para que nenhuma planta crescesse nela. O senhor de prontidão respondeu ao jardineiro: Respeito o desejo do teu coração. Você ama as pedras, é melhor que de hoje em diante você vá trabalhar na minha pedreira...” Esta história nos põe a pensar sobre o que trazemos em nossos corações. Que sentimentos guardamos em nosso íntimo para nortear nossa caminhada de vida, será que temos alimentado nossos corações com pedras e cimento, simbolizados pelo pecado, ganância, mentira, vaidade, vícios, e toda sorte de males que este mundo nos propõe? É o próprio Jesus quem nos conduz em reflexão, dando o exemplo quando confrontado por Satanás que sugeria : Transforma essas pedras em pães! – Mas Jesus, sabendo que quem se alimenta de pedra fica com o coração de pedra, disse: Não, o homem deve se alimentar de toda Palavra que sai da boca de Deus! Queridos, precisamos permitir que a Palavra de Deus alimente nossos corações e almas, Palavra que é fonte de amor, vida, fé, esperança...Palavra que é o diferencial para todo aquele que deseja construir um Jardim na sua vida. Que Deus nos ensine e capacite a isso, amém.

Sobre os dias de vergonha....


No relato bíblico em 2 Samuel lemos que pela desobediência do rei Saul, seus herdeiros perderam o direito hereditário ao trono. O sobrevivente desta família foi um homem chamado Mefibosete, que em hebraico significa “vergonha”. As coisas não aconteceram de forma muito boa na vida deste homem. Quando ele tinha apenas 05 anos de idade, Saul que era seu avô e Jonatas, seu pai, morreram numa batalha. Além disso, Mefibosete, ficou aleijado por causa de uma queda. A tragédia mudou toda a trajetória de sua vida, matando os seus sonhos. Talvez querendo fugir de tudo e todos, ele se mudou para um deserto chamado Lodebar que significa “sem vida”. Mefibosete experimentou a tragédia familiar, ficou aleijado, tinha um nome de vergonha e além disso vai morar numa terra sem perspectivas. Diante dos homens era impossível que algo de bom acontecesse ainda na vida daquele homem, mas Deus tem todo o poder para restaurar vidas, mesmo diante das maiores tragédias. E num dia em que Mefibosete não esperava o rei Davi lembra que havia feito uma aliança com Jonatas de que um cuidaria dos descendentes do outro. E foi o que Davi fez, mandou buscar Mefibosete e este passou a comer à mesa junto com os filhos do rei Davi. Aquele que antes não tinha espaço no mundo agora tinha um lugar definitivo para ficar, o palácio de Davi. As crises e frustrações muitas vezes levam as pessoas a renunciarem aos seus sonhos. Talvez atravessando o seu deserto você esteja se lamentando e se perguntando como seria a sua vida se a tragédia não tivesse te atingido. Quando uma tragédia vem sobre nós, também ficamos machucados e muitas vezes a amargura não nos deixa sonhar.Você pode estar numa terra sem perspectiva, esquecido por todos, mas Deus vai te buscar e vai restaurar os teus sonhos para glória do nome Dele. Assim como Davi fez com Mefibosete, Deus vai usar pessoas para te buscar e restaurar os teus sonhos. Creia, você não está longe do alcance de Deus. A nossa aliança com Deus é superior aquela feita entre Davi e Jonatas por isso maiores cuidados Ele terá contigo. Essa aliança é eterna, perfeita, foi selada com o sangue de Cristo nos fazendo filhos de Deus. Aprenda a viver na dimensão de filho de Deus e ocupe seu lugar à mesa do Pai.

Sobre os girassóis que se voltam para a noite...


Há alguns dias me coloquei a refletir sobre o propósito de vida das flores, inspirada pelas palavras do Mestre Jesus que disse : “Olhai os lírios do campo” imaginei quantas outras lições de vida as flores poderiam deixar a cada um de nós, enquanto igreja e povo de Deus. Pensando a esse respeito, me deparei com uma imagem na internet que demonstrava “Girassóis que se voltam para a noite”. É claro que isso surgia ali como uma metáfora, pois é sabido de todos que os girassóis se locomovem sempre em direção ao sol, que dia após dia continua a irradiar sua luz sobre toda a Terra. De repente, percebi que a vida humana muitas vezes se parece com os girassóis. Fomos criados por Deus para buscarmos sempre a luz de Cristo para nossas vidas. Luz que irradia plenitude, alegria, paz, justiça, amor, bondade, misericórdia, Salvação! Mas muitas vezes, e são muitas mesmo, ao invés de nos voltarmos para a Luz que irradia da presença de Deus, preferimos nos voltar para a noite, como os girassóis da metáfora acima. E estes momentos acontecem quando preferimos nos entregar ao desespero, às dúvidas, à tristeza, ao medo, à angústia ao invés de buscar consolo no Senhor Jesus. É preciso encontrar VIDA nas palavras do profeta Isaias a respeito de Jesus: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Isaías 9.2). Jesus é a única luz que clareia nossa existência lançando por terra toda e qualquer situação que venha significar trevas sobre nós. Meu irmão, a luz de Cristo é maior que toda situação contrária, que nosso coração esteja desejoso de cada dia mais se voltar para a presença da luz que somente Cristo oferece. Não nos voltemos para a noite, mas para a luz de Cristo: “...e atrás de ti ouvirás uma voz dizendo: Este é o caminho andai por ele”. (Isaías 30.21b)

Sobre a esperança...


Salmo 40.1 “Esperei com paciência no Senhor e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor”

A cada dia vivemos sob a tensão desta que tem se constituído um verdadeiro desafio para nós: ESPERAR! Acontece que esse sentimento de espera, é muitas vezes aliado ao sentimento de urgência que experimentamos a cada dia. Precisamos de tudo pra ontem! Essa lógica do mercado tem sido também a tônica de nossa existência. E desse modo nos deparamos com estes dois sentimentos se debatendo mutuamente dentro de nós! E diante disso: O que fazer ou como agir? Esqueceram, ou ainda não se lembraram, de criar uma embalagem com um antídoto para esta questão. Ah, se isso acontecesse... receberíamos alegremente este antídoto, aliado aos efeitos colaterais de uma bula com a doce inscrição: ESPERA: modo de usar! O que me alegra diante de tudo isso é poder olhar para os ipês! Árvore que com sua parca floração, só é notada porque em sua insistência vegetal, espera para desabrochar sua floração justamente no momento em que todas as outras árvores recolhem as delas: NO INVERNO! Esse tem sido o diferencial na trajetória de vida do ipê, surgir durante o inverno, e lançar nuances de esperança em nossos corações e em nossas vidas. Com o ipê podemos aprender que esperar pode realmente valer a pena. No entanto, a palavra espera, e o verbo esperar me trazem a mente uma outra palavra muito bela e agradável aos nossos ouvidos: ESPERANÇA! Penso que elas podem até fazer parte da mesma família – primas talvez! – porque olhando bem de perto, dentro da esperança, está a espera. E talvez seja este o antídoto do qual falávamos! E este seria esperançar: esperar com esperança! E quando esta espera nos parecer insuportável, e até insustentável, e chegarem a nos perguntar: “você ainda está esperando”? Sejamos ousados ao responder que não estamos mais esperando, mas sim ESPERANÇANDO! E assim Deus nos abençoe!


Sobre Carolina...


Para meu amigo Vicente:
Ela surgiu de uma explosão, afinal não é assim que nascem as estrelas? A vida não pode ser apenas sacrifício e suor, lágrimas e dor, deve haver mais que isso...é preciso mais que isso para me sentir vivo, me sentir pleno, para ter paz. Com o coração inquieto e tumultuado fui atingido como flecha pelo brilho mágico e intenso de Carolina. Me envolveu com um sorriso meigo e matreiro. Falava, sorria, cantava e encantava a doce Carolina. Pele macia, cabelos longos exalando perfume de flores, tudo isso me envolvia de tal forma que me transportava para um outro mundo, onde me sentia acolhido, querido e verdadeiramente amado. Horas de conversas, momentos de delicias...após um dia exaustivo de trabalho era no colo de Carolina que encontrava o repouso e a alegria que me refaziam as forças para continuar a caminhada e lida diária. Por horas me contava histórias, que pareciam mesmo terem vindo de um outro tempo e espaço. Eu gostava de ouvi-la, sabia falar, mas também sabia calar e sobretudo sabia ouvir. Não tive dúvidas, fiz-lhe uma surpresa, naquela noite lhe presenteei com um par de alianças que selariam nosso compromisso eterno. Percebi lágrimas nos olhos de Carolina, e em seguida fui tomado por seu abraço envolvente. Era noite de celebração, vinho nas taças, muito amor em meio aos lençóis. Alegria, gozo intenso, amor eterno. A luz do luar entrava pela janela aberta e iluminava ainda mais o corpo nu da bela Carolina. Cabelos desfeitos, dormia como um anjo delicado ao meu lado. Acordei com o vento forte que entrava pela janela. Levantei-me, mas Carolina não estava lá, não estava em parte alguma, na cama ao meu lado a aliança que outrora estivera em seu dedo. Como num encantamento ela surgiu e da mesma forma também se foi. Me restou a saudade de um tempo que não sei ao certo se realmente aconteceu. Mas nas noites de céu claro, contemplo as estrelas pensando em Carolina e chego a sentir seu perfume de flores pairando no ar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudades de quem mora longe...


Saudade é a lágrima que não caiu
É dor que não se cura com analgésico
Ter um vazio no lugar do abraço
Um espaço não preenchido

Saudade é ter o coração lá longe
É contemplar o céu sozinha
Viver de monólogos
E falar apenas com seus pensamentos

Saudade é viver sem rima
Uma canção que destoa
É desflorar uma margarida
Sem nunca chegar ao bem-me-quer

Saudade é ouvir uma música longe
Não ter um ombro pra te aconchegar
Ficar sozinho na mesa
E ter sempre um lugar vazio no sofá