
Para meu amigo Vicente:
Ela surgiu de uma explosão, afinal não é assim que nascem as estrelas? A vida não pode ser apenas sacrifício e suor, lágrimas e dor, deve haver mais que isso...é preciso mais que isso para me sentir vivo, me sentir pleno, para ter paz. Com o coração inquieto e tumultuado fui atingido como flecha pelo brilho mágico e intenso de Carolina. Me envolveu com um sorriso meigo e matreiro. Falava, sorria, cantava e encantava a doce Carolina. Pele macia, cabelos longos exalando perfume de flores, tudo isso me envolvia de tal forma que me transportava para um outro mundo, onde me sentia acolhido, querido e verdadeiramente amado. Horas de conversas, momentos de delicias...após um dia exaustivo de trabalho era no colo de Carolina que encontrava o repouso e a alegria que me refaziam as forças para continuar a caminhada e lida diária. Por horas me contava histórias, que pareciam mesmo terem vindo de um outro tempo e espaço. Eu gostava de ouvi-la, sabia falar, mas também sabia calar e sobretudo sabia ouvir. Não tive dúvidas, fiz-lhe uma surpresa, naquela noite lhe presenteei com um par de alianças que selariam nosso compromisso eterno. Percebi lágrimas nos olhos de Carolina, e em seguida fui tomado por seu abraço envolvente. Era noite de celebração, vinho nas taças, muito amor em meio aos lençóis. Alegria, gozo intenso, amor eterno. A luz do luar entrava pela janela aberta e iluminava ainda mais o corpo nu da bela Carolina. Cabelos desfeitos, dormia como um anjo delicado ao meu lado. Acordei com o vento forte que entrava pela janela. Levantei-me, mas Carolina não estava lá, não estava em parte alguma, na cama ao meu lado a aliança que outrora estivera em seu dedo. Como num encantamento ela surgiu e da mesma forma também se foi. Me restou a saudade de um tempo que não sei ao certo se realmente aconteceu. Mas nas noites de céu claro, contemplo as estrelas pensando em Carolina e chego a sentir seu perfume de flores pairando no ar.
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