
Salmo 40.1 “Esperei com paciência no Senhor e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor”
A cada dia vivemos sob a tensão desta que tem se constituído um verdadeiro desafio para nós: ESPERAR! Acontece que esse sentimento de espera, é muitas vezes aliado ao sentimento de urgência que experimentamos a cada dia. Precisamos de tudo pra ontem! Essa lógica do mercado tem sido também a tônica de nossa existência. E desse modo nos deparamos com estes dois sentimentos se debatendo mutuamente dentro de nós! E diante disso: O que fazer ou como agir? Esqueceram, ou ainda não se lembraram, de criar uma embalagem com um antídoto para esta questão. Ah, se isso acontecesse... receberíamos alegremente este antídoto, aliado aos efeitos colaterais de uma bula com a doce inscrição: ESPERA: modo de usar! O que me alegra diante de tudo isso é poder olhar para os ipês! Árvore que com sua parca floração, só é notada porque em sua insistência vegetal, espera para desabrochar sua floração justamente no momento em que todas as outras árvores recolhem as delas: NO INVERNO! Esse tem sido o diferencial na trajetória de vida do ipê, surgir durante o inverno, e lançar nuances de esperança em nossos corações e em nossas vidas. Com o ipê podemos aprender que esperar pode realmente valer a pena. No entanto, a palavra espera, e o verbo esperar me trazem a mente uma outra palavra muito bela e agradável aos nossos ouvidos: ESPERANÇA! Penso que elas podem até fazer parte da mesma família – primas talvez! – porque olhando bem de perto, dentro da esperança, está a espera. E talvez seja este o antídoto do qual falávamos! E este seria esperançar: esperar com esperança! E quando esta espera nos parecer insuportável, e até insustentável, e chegarem a nos perguntar: “você ainda está esperando”? Sejamos ousados ao responder que não estamos mais esperando, mas sim ESPERANÇANDO! E assim Deus nos abençoe!
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