Escrita ativa...

Acompanhe-me neste espaço de reflexões cotidianas e teológicas.




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bom mesmo é polenta doce!


Crianças brincam no quintal, alegrando-se com brinquedos improvisados, barulho, risadas quando de repente um chamado. É a mãe convidando para o lanche da tarde. Todos correm e se posicionam ao redor da pequena mesa de madeira, onde já há preparado um prato pra cada um contendo o mais delicioso dos manjares: polenta doce. Sua composição era simples, ingredientes comuns: fubá, água, e açúcar...Mas o encanto desse momento acontecia mesmo porque estavam todos ao redor da mesa...juntos! Por isso polenta doce pra mim hoje é sinal de comunhão familiar, histórias, risos, alegria genuína. E às vezes quando bate aquela fome de fim de tarde...hora do lanche...tenho fome, e muitas vezes esta fome só é saciada comendo polenta doce. Creio que não tanto pelo prato em si, mas pelo significado que ele contém...ingredientes comuns, que sinalizam grande felicidade...e trazem a memória algo que sempre dá esperança: viver em família! Voltando cada um de suas atividades diárias, depois de um exaustivo dia de estudo ou trabalho, é ao redor da mesa, em família, que desfrutamos o melhor momento do dia: a hora da comunhão! E quando vivenciamos estes momentos, enquanto família por laços sanguíneos ou família da fé por laços do Amor Eterno, estamos ensaiando para aquilo que ainda há de vir: Convivermos todos como um só povo, uma grande família, em harmonia e comunhão, assentados a mesa, cuja cadeira da cabeceira é ocupada pelo nosso Pai. Penso que isso seja muito agradável ao coração de Deus, por isso é que nos evangelhos há a sinalização de que o Pai está preparando para o seu povo um grande banquete. E o convite é feito a todos, para serem parte da família de Deus e partilhar além da mesa, comunhão eterna com nosso Pai. “Minha mãe, meus irmãos e irmãs são aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus...”Mateus 12.50

sábado, 17 de outubro de 2009

Eu um cogumelo???


- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!

Ei, Alice:




Não saia sem antes tomar uma xícara de chá...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Devaneios


Somos tomados constantemente por situações que nos assombram trazendo sentimentos avassaladores. Uma morte inesperada, um castigo imposto, sonhos partidos, esperanças frustradas...A vida é mesmo muito estranha. Aceitamos com docilidade tudo aquilo que nos sobrevêm de bom, mas quando o mal bate a nossa porta ficamos perdidos, desnorteados. Por que isso? Creio que é porque somos vocacionados pra felicidade. Por isso temos tanta aversão às lágrimas de tristeza, as desilusões, as perdas...Não fomos criados pra isso...A vida humana cumpre seu sentido em nós quando deixamos de lado aquilo que nos faz sofrer, arregaçamos as mangas e decidimos lutar, enfrentar as calamidades, nunca ceder a elas. É preciso levantar-se...para que isso aconteça é necessário um longo processo de força, ousadia e fé....abastecidos por estes combustíveis teremos totais condições de sermos vitoriosos. Independente da situação. Quando nos posicionamos não como vítimas e sim como batalhadores prontos a mais uma conquista, verdadeiramente nos tornamos vencedores. E a vitória já começa pelo simples, porém importante, passo de decidir-se ficar de novo em pé.