
Crianças brincam no quintal, alegrando-se com brinquedos improvisados, barulho, risadas quando de repente um chamado. É a mãe convidando para o lanche da tarde. Todos correm e se posicionam ao redor da pequena mesa de madeira, onde já há preparado um prato pra cada um contendo o mais delicioso dos manjares: polenta doce. Sua composição era simples, ingredientes comuns: fubá, água, e açúcar...Mas o encanto desse momento acontecia mesmo porque estavam todos ao redor da mesa...juntos! Por isso polenta doce pra mim hoje é sinal de comunhão familiar, histórias, risos, alegria genuína. E às vezes quando bate aquela fome de fim de tarde...hora do lanche...tenho fome, e muitas vezes esta fome só é saciada comendo polenta doce. Creio que não tanto pelo prato em si, mas pelo significado que ele contém...ingredientes comuns, que sinalizam grande felicidade...e trazem a memória algo que sempre dá esperança: viver em família! Voltando cada um de suas atividades diárias, depois de um exaustivo dia de estudo ou trabalho, é ao redor da mesa, em família, que desfrutamos o melhor momento do dia: a hora da comunhão! E quando vivenciamos estes momentos, enquanto família por laços sanguíneos ou família da fé por laços do Amor Eterno, estamos ensaiando para aquilo que ainda há de vir: Convivermos todos como um só povo, uma grande família, em harmonia e comunhão, assentados a mesa, cuja cadeira da cabeceira é ocupada pelo nosso Pai. Penso que isso seja muito agradável ao coração de Deus, por isso é que nos evangelhos há a sinalização de que o Pai está preparando para o seu povo um grande banquete. E o convite é feito a todos, para serem parte da família de Deus e partilhar além da mesa, comunhão eterna com nosso Pai. “Minha mãe, meus irmãos e irmãs são aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus...”Mateus 12.50
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