Escrita ativa...
Acompanhe-me neste espaço de reflexões cotidianas e teológicas.
domingo, 21 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Animando uns aos outros
No texto do capítulo 18 de 1Reis vemos o profeta Elias num dos momentos mais marcantes de seu ministério: estava diante de uma seca que durava mais de três anos, e tudo o que tinha nas mãos era uma promessa de que finalmente haveria chuva. O diferencial na história de vida de Elias é que o autor da promessa foi o próprio Deus, dessa forma o êxito seria evidente. Elias se agarra a essa promessa e diz ao rei Acabe: "...ouço o ruído de abundante chuva..." Quando Elias faz esta afirmação ao rei Acabe ainda não havia sequer uma nuvem nos céus, então como poderia ele ter ouvido o ruído da chuva? Entendemos que Elias pela fé, discerniu os acontecimentos espiritualmente: "é chegado o dia do cumprimento da promessa e creio que ela vai se cumprir; posso até saboreá-la, ou nesse caso ouvir o seu som". Mas Elias não estava sozinho, seu servo o acompanhava, e este precisava crer na mesma medida que Elias cria. Por isso o profeta ordena ao moço para olhar os céus em busca do sinal de nuvens que anunciassem a chuva. E a cada vez em que o moço subia para olhar para as bandas do mar na sua incredulidade, voltava com más noticias para o profeta que estava no alto do monte Carmelo, com os joelhos em terra, a cabeça entre os joelhos, prostrado em oração perante Deus, clamando pelo cumprimento da promessa. Elias não cedia diante das más notícias, antes incentivava o jovem: volte até lá mais uma vez! Esse jovem talvez tenha pensado em deixar Elias em sua "loucura", talvez até tenha tentado persuadir o profeta a desistir afinal não havia nenhum sinal de nuvens nos céus, mas a cada vez que chegava com a má notícia, Elias não se deixava abater dizendo: Volte lá mais uma vez... Essa caminhada, que o jovem fazia enquanto ia da presença do profeta até o local do monte onde podia contemplar melhor a imensidão dos céus, certamente foi muito angustiante, cheia de ansiedade, talvez a caminhada mais difícil de sua vida... Mas impulsionado pelas palavras do profeta não deixou de caminhar, nem vencer-se pelo desânimo, por isso foi a ele que Deus deu a graça de ver o início do grande milagre: a chuva chegando! Muitas vezes estamos em nossa caminhada de vida como esse moço, desanimados e prontos para desistir de tudo porque não vemos os "sinais" do cumprimento da promessa. Mas nessas palavras assim como encontramos consolo para nossa alma, que você também encontre para a sua. Que esse texto seja animador para você assim como foram as palavras do profeta para aquele jovem, e que desta forma nós possamos ter a graça de persistindo ver a grande manifestação da glória de Deus sobre nossas vidas. Não olhe para o chão, contemple a presença do Pai e demonstre sua fé afirmando: já posso ouvir o ruído de abundante chuva, isto é, já posso sentir a graça miraculosa de Deus alcançando minha casa, minha vida, meu emprego, minha saúde e assim sigamos em frente animando uns aos outros pelo caminho.
Em Cristo,
Revda. Núria e Rev. Gilson SalesA saga da dona aranha
Numa noite dessas cantando pra Juju dormir, buscando no fundo da memórias cantigas que pudessem acalentar o sono da minha pequena lembrei da música da dona aranha, sim aquela que todos aprendem no jardim de infância:
"A dona aranha subiu pela parede
veio a chuva forte e a derrubou
já passou a chuva e o sol já vai surgir
e a dona aranha continua a subir
ela é teimosa e desobediente
sobe sobe sobe
nunca está contente..."
Pensei tanto na letra dessa cantiga e vi que essa pequena história de aranha não está muito longe da realidade humana, creio que seja mesmo uma metáfora para aprendermos a não ser como a dona aranha.
Pense comigo: a aranha decidiu que subiria na parede, este era seu alvo, mas muitos contratempos vieram, como a chuva, o sol quente e a aranha que era teimosa e desobediente não deu muita atenção aos "sinais" de que essa não era um empreitada boa pra ela. Antes, passou toda sua vida de aranha teimando, desobedecendo e por esse motivo vivia sendo derrubada sem chances de chegar ao seu objetivo. E o pior de tudo: nunca estava contente porque buscava o alvo errado.
Agora fala sério, quantas vezes nós agimos assim, enfiamos uma coisa na cabeça e pode desabar o mundo que nada tira essa ideia da nossa cabeça. Por vezes somos avisados de que essa não é a melhor escolha, opção, que dessa forma não vai dar certo, mas persistimos; sendo derrubados a todo momento. Vivendo na busca infeliz de um alvo irrealizável.
Mas somos seres pensantes, totalmente diferentes da aranha e por isso podemos optar por dar um rumo diferente a nossa vida, novos sonhos, novos alvos, abandonar empreitadas que de tão antigas já estão nos desgastando, podemos nesse dia permitir que o novo seja bem vindo em nossa vida: novos caminhos, novos horizontes, novas possibilidades, novas perspectivas de um futuro melhor pra você e pra mim. Que assim seja!
Núria Sales
domingo, 2 de setembro de 2012
Olhos nos olhos...
Ela sempre com aqueles olhos atentos como se estivesse a indagar o porquê do mundo.. eu quis desviar o olhar mas achei que lhe devia uma resposta, foi aí que arrisquei: " - Esse mundo é mesmo estranho filha... sabe, tem muitas coisas que a gente não entende e, às vezes, buscar explicações nem sempre é a melhor escolha... Mas tem muita coisa boa aqui também... a música é algo de que você vai gostar muito... o sorriso nas pessoas é algo inspirador que faz bem a nossa alma... e a chuva, ah você vai gostar de ouvir o barulho da chuva, ver toda aquela água caindo dos céus e regando a terra é mesmo maravilhoso, um verdadeiro poema divino...e as cores, você vai ficar radiante com a quantidade de cores existentes no mundo e..." De repente percebi seu olhar fixo numa pelúcia na parede, como se a pergunta que a intrigasse fosse : "- Porque você encheu meu quarto com essas girafas?!"...
terça-feira, 24 de julho de 2012
"Pelas mãos de uma criança"
O texto do profeta Isaías no capítulo 11,6 nos fala do reinado do Messias, um tempo de paz, um tempo de justiça, harmonia e plenitude. Em meio a diversas citações o profeta diz que nesse tempo "uma criança nos guiará". Creio que temos tido em nossos dias uma prévia do que será no momento do reinado pleno do Senhor Jesus. Observando as crianças da nossa comunidade podemos ver claramente o quanto elas se alegram em ir a Casa do Senhor; estão sempre com semblante feliz, ensaiam, participam de cantatas, teatros e tudo sem reclamar ou dizer que estão sobrecarregadas. Há uma alegria intensa nas crianças nos momentos de louvor, fico observando como elas cantam, pulam e se alegram na presença do Senhor, e mais ainda, querem participar: entregar os boletins, recolher os cálices após a Santa Ceia, dar testemunho... Jesus disse que temos que ser como crianças e é preciso uma intensa reflexão sobre isso. Muitas vezes nos achamos adultos sérios e compromissados com o evangelho, mas não encontramos tempo para viver a alegria do Senhor. Se um irmão peca contra nós, ou vice-versa, guardamos aquilo no coração que como gangrena vai nos consumindo por dentro, ao passo que quando duas crianças brigam isso dura apenas minutos e logo estão juntas correndo e vivendo a Plenitude que o Senhor nos oferece. Com frequência pensamos que somos nós quem temos que ensinar as crianças, mas temos mesmo é que aprender muito com elas. Recentemente uma garotinha da Congregação Betel queria louvar a Deus com um cântico, ensaiou em casa e veio pronta mas na hora "H" ficou com medo de cantar em frente aos adultos. Conversando com ela a respeito, fiquei surpresa e honrada ao ouvir "Se você segurar na minha mão eu canto." E lá fomos as duas pra frente para que ela louvasse ao Senhor cantando "minha vitória hoje tem sabor de mel". Ela só precisava sentir-se segura e fiquei muito feliz por Deus ter me usado para proporcionar segurança a essa garotinha; e alegre por saber que temos a cada dia uma nova oportunidade de aprender com as nossas crianças, porque elas ainda confiam em nós adultos. Que o Senhor nos abençoe e nos impulsione a correspondermos ao desafio de sermos guiados por uma criança. Fraternalmente, Reverenda Núria Lisboa Sales.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Sobre ouvir e temer...
Deuteronômio 21.18-21
Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,
Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;
E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.
Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.
No contexto do AT a maneira usada para exortar as pessoas a terem uma forma de vida correta, em que favorecesse uma boa convivência em comunidade e ao mesmo tempo demonstrasse fidelidade a Deus, era por intermédio das leis. Moisés dividiu o povo em tribos e sobres essas tribos constituiu capitães (Dt.1-15) que se encarregavam de fazer cumprir as leis para que não reinasse o mal no meio do povo. O texto de Deuteronômio fala sobre o que era preciso fazer /quais os procedimentos para se aplicar aos filhos desobedientes. Esses procedimentos consistiam em 04 fases: 1ª que a disciplina deveria ser algo constante na vida das famílias. a função dos pais era ensinar, instruir, disciplinar os filhos; isso no âmbito familiar que é lugar de paciência e dedicação. O texto nos mostra que agindo desta forma, que era o primeiro passo da lei, os pais não tiveram êxito, porque o filho não queria dar ouvidos a voz dos pais e continuava desobediente, rebelde, obstinado e indisciplinado; e mesmo com o castigo dos pais não lhe dava ouvidos. Esgotado todos os esforços dos pais, a 2ª fase era levá-lo aos anciãos da cidade, no portão da cidade. Os anciãos eram os responsáveis pelo cumprimento da lei no âmbito social e usavam como local de julgamento os portões de entrada das cidades. Era necessário que os pais fizessem isso, porque caso contrário a lei seria contra eles, que estariam permitindo e acobertando o mal (desobediência, rebeldia e obstinação) no meio do povo. Na terceira fase, diante dos anciãos era necessário que os pais apresentassem todas as queixas contra o filho, bem como suas tentativas de corrigi-lo. A 4ª fase era quando acontecia o julgamento. a partir de tudo que lhe é declarado, os anciãos decretam a sentença: morte por apedrejamento! Isso porque habitavam uma região onde há muitas pedras, então essa era uma maneira de extirpar o mais rápido possível o mal do meio do povo. Desta forma, ao exemplo do que aconteceu ao rapaz toda Israel iria "ouvir e temer" e a lembrança do sangue derramado todos recomeçariam suas vidas apartados do mal. Porém, se procurarmos na Bíblia algum momento em que aconteceu um fato como esse certamente não encontraremos. O que encontraremos, no NT, é O Filho, entregando sua vida, derramando seu sangue numa cruz para redimir toda a humanidade dos seus pecados e aproximar-nos de Deus. A expiação pelos nossos pecados não vem mais de um sangue que é derramado cada vez que se comete um mal e sim de um único sacrifício, pleno, perfeito e absoluto que Jesus Cristo fez por nós, cravando na cruz a cédula com a sentença que nos era contrária (Cl. 2.14). Que o nosso Deus nos dê a graça de compreendermos a amplitude do sacrifício de Jesus por nós; e que de nossa parte aprendendo a valorizar esse sacrifício prossigamos na caminhada cristã rumo a vontade de Deus. Amém.
(baseado na aula de AT ministrada pelo prof. Dr. Tércio M. Siqueira).
terça-feira, 20 de março de 2012
Falta uma coisa...
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